Geovana Velez. Tecnologia do Blogger.
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Dicas para fazer um bom intercâmbio

Intercambistas de primeira viagem têm muitas dúvidas. Tenho propriedade para falar do assunto, pois já passei por tudo isso. São muitas coisas para resolver como: ir às reuniões, tirar passaporte, comprar roupas adequadas para o frio, arrumar as malas, se despedir dos familiares e amigos, etc. Apesar de todas essas coisas que nos cercam, existe algo que não podemos negligenciar: nossos sentimentos. Inúmeras vezes eu me questionava como seria minha viagem, se daria tudo certo, se eu atingiria meus objetivos e, ao final de tudo, eu pude retirar sete lições, ou melhor, sete dicas para fazer um bom intercâmbio.
1ª Dica - Não tenha medo! : viajar sempre será algo novo e empolgante, ainda mais se esta for a primeira viagem, mas tenha em mente que estás indo a um país que irá te acolher e, acima de tudo, te fará aprender/melhorar um novo idioma, e que uma família se comprometeu a te abrigar, ajudar e tratar bem. Antes de viajar disseram-me que seria perigoso e até mesmo que isso não valeria a pena, mas sou a prova de que, além de seguro, o meu intercâmbio foi muito bom!
Entrar em contato com a família que o hospedará ajuda a perder esse medo, pois, ao conhecê-los melhor, vocês ficarão, de certa forma, mais unidos. Então envie mensagens falando mais sobre você e pergunte sobre eles, a rotina da casa e como é viver naquele país.
2ª Dica - Tenha um foco! : pessoas focadas vão mais longe. Antes de viajar eu tinha um objetivo, que era falar inglês tão bem quanto os nativos. Lembro que uma das primeiras coisas que eu disse à minha Hostfamily e aos meus amigos foi: “se eu falar algo errado, corrijam-me”. E a maior satisfação foi  na minha última semana no Canadá, enquanto comprava souvenirs, após eu ter comentado com minha Hostmom que sentiria falta de tudo, a vendedora interveio e me perguntou se eu não era de lá, pois eu até falava com a língua regional (yes b'y!).
3ª Dica - Simplifique: quando começamos a aprender um novo idioma é normal termos defasagens em algumas coisas, por isso, se você sabe que tem dificuldade em pronunciar uma palavra ou frase treine, enquanto isso, tente falar o que queres de outra maneira. Se tens dificuldade em compreender (listening), peça para que eles repitam, ou até mesmo escrevam; e se tens dificuldade para escrever, peça para que eles soletrem, mas isto não é conveniente em todos os momentos, por isso deverás treinar no que sentes dificuldades.
 4ª Dica - Se você não sabe, pergunte! : eu aprendi algo importante: se "é errando que se aprende", perguntado se aprende mais rápido ainda. Claro, errar é humano e no início do intercâmbio erramos (muito), mas nossa vida não deve ser construída apenas com base em nossos erros. Mesmo sendo “vergonhoso” dizer que não sabe de algo, pergunte, pois assim descobri que as pessoas que me ajudavam eram as que mais me queriam bem. Por isso, pergunte.
5ª Dica - Sempre converse: conversar é a melhor maneira de conhecer e entender alguém. Se não sabes como iniciar uma boa conversa com alguém faça perguntas como “quais são as novidades?”, “como foi seu dia?”, “tem planos para o final de semana?”, pois estas são as mais comuns. Caso não tenhas entendido algo durante a conversa, 4ª dica, “Se você não sabe, pergunte!”.
6ª Dica - Não Desista: certa vez, eu escutei uma frase que era mais ou menos assim: eu posso cometer um erro aqui, mas não poderei cometer o mesmo erro lá na frente. Continue tentando. Se sentes saudades de casa, faça uma ligação telefônica, use a internet, mas saiba não passarás a eternidade no outro país, se achas que poderias ter feito o melhor em algo e não fez, se esforce, certamente haverá outra chance... diga para você mesmo que amanhã será melhor que hoje, pois dias melhores só dependem de nós.
7ª Dica - Viva intensamente: Viver intensamente não significa viver loucamente, mas sim viver de corpo e alma, aproveitar as oportunidades e fazer valer ao máximo todos os momentos, sejam eles estudando, lendo um livro, saindo com os amigos, brincando na neve ou até mesmo olhando para o céu. Afinal, somos nós quem escolheremos fazer um bom ou um mau intercâmbio.

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Voltando

          Dia 29 de Janeiro foi meu último dia em Newfoundland. Um dia antes, visitei a escola em que estudei, Fatima Academy, para me despedir de todos os alunos e professore que um dia conheci naquele incrível lugar.
         No dia da viagem, temi que meu voo fosse cancelado por causa da neve (que durante algumas semanas sumiu e depois reapareceu fortemente). Ao chegar no aeroporto conheci uma pessoa incrível chamada Doug Long (um dos coordenadores deste programa no Canadá), que foi muito atencioso para mim, porém, infelizmente, não cheguei a conhecê-lo antes. Pouco antes de entrar na sala de embarque, meus hostparents foram embora. Na minha mente ecoava a pergunta "como será minha vida sem eles?" pois eles foram (e sempre serão) pessoas muitos especiais para mim, tanto quanto meus pais. Certamente sentirei muita falta deles!
          Durante os dois primeiros voos, passamos por turbulências (coisa que me atormentou os nervos, mas, ao final, tudo ocorreu bem!). Ao chegar em São Paulo, assustei-me, pois estava 33ºC, algo que eu já havia desacostumado.
          No ultimo voo, meu coração palpitava aceleradamente. Eu mal continha a emoção para rever minha família! foram 3 horas de ansiedade. Ao por os pés em minha cidade natal, mal pude acreditar que eu algum dia tive coragem de abandoná-la. Me despedi dos amigos que comigo participaram deste intercâmbio e fui em direção à porta com um pensamento "voltei, Recife". Ao ver meus familiares com largos sorrisos e me esperando de braços abertos, percebi que este é, e sempre será, meu lar.

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Cinco meses


           Este é o quito e último mês em que estou aqui. Sem dúvidas, sentirei saudades de todos os momentos que vivenciei!
            Durante este mês, aproveitei meus últimos momentos. Nesta sexta-feira, 24 de Janeiro, foi meu ultimo dia de aula. A escola organizou uma festa de despedida para mim, eu não esperava nada do que aconteceu. Primeiramente, tivemos uma festa com os meus colegas de classe, depois, todos os alunos foram convidados a ir ao ginásio e lá houve uma apresentação.
            Inicialmente, a diretora deu sua palavra seguida por meus amigos (presidente e vice-presidente do grêmio estudantil) e a professora da minha classe. Cada um me descreveu docemente e relatou os momentos que vivi.
            Foi muito emocionante! mal pude acreditar que cinco meses passaram tão rapidamente. Foi-me apresentado um slide show com meus momentos aqui, após isto pensei que a apresentação havia finalizado, porém fui convidada a participar de duas cerimônias.
            A primeira cerimônia era pra tornar-se um “Royal” (membro da escola que estudei), na qual eu tive que vestir o fardamento escolar e ser declarada um membro da escola. A segunda era para tornar-se um membro honorário de Newfoundland. Primeiro eu tive que dizer três ditos que aprendi aqui, em seguida eu tive que beber Syrup (uma espécie de “xarope” que é comum aqui) e tive que beijar um Capelin (uma espécie peixe) e, por último, tive que dizer um comprometimento, após isto, ganhei o meu certificado de cidadã honorária do Cape Shore.
Certificado de membro honorário de Fatima Academy
Certificado de membro honorário do Cape Shore - Newfoundland
            Foi uma experiência na qual eu amei ter vivenciado intensamente cada momento! espero alguns dia voltar e rever cada um que me ajudou a concretizar este sonho.

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Com os dias contados

            Estou com os dias contados. Nunca pensei que diria isto em toda a minha vida: estou indo embora e acho que, desta vez, não terá mais volta!
            Muitos me perguntam quando eu irei, outros me questionam se estou ansiosa, mas alguns me dizem que sentirão saudades e que será estranho sem mim.
            Uns braços me prendem, estes imploram-me para ficar, porém, após meu olhar de “eu tenho que ir”, interrogam-me “nos veremos novamente?”. Sinto algo nos olhos, seria uma lágrima? Não sei, pois a contive de tal forma que ela nunca se esvaiu. Meus lábios balbuciam “provavelmente durante o verão” mas minha mente confessa “talvez não" e, após isto, dentro de mim, tristemente, ecoa um “até nunca mais?”.
            Mas estou de malas prontas. Às vezes, acho que é cedo demais para isso, porém, confesso que mal posso esperar para voltar para casa. O que eu posso fazer se deixei meu coração em Pernambuco?! "Porque, onde estiver o vosso tesouro, ali estará também o vosso coração".
           Confesso que sentirei saudades de cada um que desde o início esteve ao meu lado me ajudando, me ensinando, sendo paciente (um dos trabalhos mais difíceis, admito) e rindo comigo.
            Lembrarei dos momentos bons, pois estes além de serem inesquecíveis fazem bem à alma, mas também lembrarei dos ruins, por que estes foram (e sempre serão) aprendizado. Recordarei de todos da melhor forma possível!
            Sou grata a cada um de vocês. Sem mais a dizer, despeço-me previamente com um adeus.

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Mummering

            Durante o Natal, há uma celebração apenas em Newfoundland chamada Mummering, na qual pessoas se vestem de um modo diferente: cobrindo o rosto com máscaras ou, mais comumente, com capas de travesseiros e vão à casa das pessoas para cantar e dançar.
            Eu fui à casa da minha amiga em Point Lance (cidade que fica a 15 minutos de onde eu moro), para celebrar o Mummering porque lá é mais popular. Às oito horas da noite, nós saímos de casa vestidas de mummers e com nossos instrumentos: chocalhos, acordeom, pandeiro e colheres.

Mummers. (Tentem descobrir qual das três pessoas sou eu.)
            Ao chegarmos na casa das pessoas, uma das primeiras coisas que eles tentavam fazer era descobrir nossa identidade. Eu raramente fui reconhecida, pois, além de não ser da região, disfarçava minha voz enquanto falava com as pessoas, apenas minha professora de Inglês reconheceu-me, porém quando eu mostrei o meu rosto as pessoas diziam “Ah! Você é a garota do Brasil” e em seguida perguntavam o que eu estava achando desta festividade até agora.
            Esta foi uma das experiências mais divertidas da minha vida! até agora lembro-me das pessoas rindo e cantando conosco. Certamente, sentirei falta destes momentos!

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Quatro Meses

            Estou a quarto mês em Newfoundland. Isto me faz lembrar que meu tempo aqui está ficando curto. Tenho apenas um mês e alguns dias restantes.
            Estou a cada dia mais interligada com estas pessoas; pessoas que um dia foram estranhos para mim, hoje, são grandes amigos que me tratam tão bem quanto um membro da família.
            Dentro deste quarto mês, vi muita neve. Se antes eu achava que era frio, descobri o real inverno Canadense; por causa disso, tive alguns dias sem aula. Eu não gostei tanto da neve quanto pensei que gostaria antes de ter tido contato com ela, porém fiz coisas legais como: guerra de bola de neve, anjos de neve, deslisar de trenó na neve, homem de neve (este eu tentei, mas não deu muito certo) e o que eu mais fiz foi cair (porém isto não foi legal).
           No último dia de aula houve o “amigo secreto”; este é muito diferente de como celebramos no Brasil, pois as pessoas apenas trocam presentes, diferentemente como nós brasileiros fazemos: descrevemos nosso amigo secreto enquanto algumas pessoas tentam adivinhar; e o musical de Natal da minha escola, o qual foi cancelado duas vezes por causa da neve, mas foi muito lindo, pois teve a participação da escola em peso e, como de costume, eu estava presente na peça teatral. Nessa peça, meu personagem tinha uma grande quantidade de falas, diferentemente da minha primeira peça na qual eu tive apenas uma.
           Passar o Natal longe da família foi muito difícil para mim, pois ao correr das horas eu relembrava os natais anteriores comemorados na igreja e após com a minha família, mas me lembrei que apenas comemorarei um Natal aqui, o que me deixou menos homesick. Este foi o meu primeiro Natal com neve e confesso que foi um dos mais lindos que já vi. Desde a decoração da casa até a ceia em família foram momentos únicos que eu não esquecerei.
           Uma das coisas que mais me surpreendeu foi a quantidade de presentes que ganhei dos meus amigos, da minha hostfamily e até de pessoas que eu nunca vi desde que cheguei aqui.
           Tenho vividos momentos incríveis aqui, sou grata a todos que me ajudaram desde o início a concretizar este sonho.

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Três meses

           Em 23 de Novembro, dia em que eu estava há 90 dias (ou se preferir, três meses) em Newfoundland, fui com minhas amigas canadenses para a capital, St. Johns.
           Nossa aventura começou quando fomos ao shopping. Lá, o que mais gostei foi quando tiramos uma foto com o Papai Noel, primeiramente, eu não queria ir, mas ao pensar melhor eu fui, afinal seria um momento engraçado e que não se repetiria. Em seguida fomos ao “Axtion” (parque de diversões interno), onde tem diversos brinquedos como o escorregador gigante, carro de bate-bate (não o comum que nós conhecemos), escalada, etc. Eu, como boa criança que sou, brinquei até ficar cansada (o que não demorou muito a acontecer).
           Na hora do almoço fomos a um restaurante chamado Montana’s. Porém, quando eu me ausentei, minhas amigas chamaram a garçonete e disseram que era o meu aniversário. Quando eu finalizei a minha refeição e estava pronta para sair, a garçonete reaparece dizendo “Temos um aniversário no Montana’s” e começam a cantar um “parabéns pra você” diferente (acho que é o parabéns “à moda da casa”), eu olhava para minhas amigas, para a mãe dela sabendo que não era aniversário de nenhuma de nós, só percebi que estavam cantando para mim quando a garçonete pôs-me um capacete com galhada de alce.


           Ao final de tudo, a mãe da minha amiga apresentou-me à garçonete, dizendo que sou uma intercambista brasileira e após uma conversa básica que tive com ela recebi um "feliz aniversário!" (não consegui conter uma leve risada). Ao sairmos do restaurante, perguntei a minhas amigas por que elas fizeram isso, elas me responderam que a razão de fazer isso foi porque no meu aniversário eu não estarei mais com elas. Foi uma das coisas mais preciosas que já escutei.
           Depois, fomos ao cinema assistir “Jogos vorazes 2: Em chamas”, para mim foi um pouco confuso porque eu não assisti o primeiro filme, eu ficava perguntando a minha amiga “por que isso aconteceu?” a quase todo instante, mas fiquei feliz porque eu consegui entender o que os personagens diziam.
           Por último, fomos assistir ao jogo de basquete da nossa escola. Chegamos no terceiro quarto do jogo. Foi a primeira vez que vi um jogo de basquete da escola pessoalmente. Infelizmente, o time da nossa escola perdeu!
            Foi um dia incrível! e nem preciso dizer que, ao chegar em casa, eu estava exausta.

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Um dia cheio e com neve

           No dia nove de Novembro, eu e Vanessa (brasileira que mora em outra cidade) fomos ao Avalon Mall para assistir “Thor: O mundo sombrio”.
           O filme foi em 3D (a primeira vez que vi um 3D), porém, antes do filme ser iniciado, os trailers eram tridimensionais. Eu, como curiosa que sou, tirava os óculos para ver como este sistema funciona, na verdade são apenas duas imagens sobrepostas que, com o uso dos óculos, aparentam saltar da tela.


           Quanto ao filme, inicialmente pensei que não o entenderia, mas entendi tudo o que se passou, inclusive as piadas. O filme tem partes gravadas em Londres e creio que alguns dos atores (como o próprio Thor, por exemplo) são londrinos porque têm um sotaque, mas mesmo assim isto não impediu minha compreensão.
           Ao voltarmos, vimos neve na rodovia, porém, quando chegamos na cidade que eu moro, não estava nevando. Quase na hora de dormir vi a neve, eram apenas uns poucos flocos. Minha hostmom disse que tínhamos que ir logo, pois seria rápido, e foi! Tiramos apenas algumas fotos, minuto depois tinha acabado.
Foto retirada dos primeiros flocos de neve.
           Espero ansiosamente pelo inverno. Sei que vou estar “congelando”, mas desejo brincar na neve.

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Remembrance Day

          


          No dia 11 de Novembro, celebramos o “Remembrance day”, feriado no qual as pessoas relembram dos que foram à guerra em defesa da sua nação.
           Na minha escola, comemoramos este feriado na quinta-feira, dia sete. Foi muito emocionante! lá estavam presentes alguns veteranos (pessoas que sobreviveram a guerra) e nós prestamos homenagem às pessoas da região que morreram na guerra colocando Poppys (flor símbolo) na cruz relembrando cada um deles.
           Também participei de mais uma peça teatral na escola, nela nós falávamos sobre as pessoas que tiveram que deixar sua família e amigos para lutar por sua nação e que nós nos orgulhamos deles e fazemos isso “para que não esqueçamos”.
           Tive também que escrever um poema sobre essa temática, inicialmente, minha professora me instruiu a escrevê-lo em português e depois traduzi-lo, porém pensei que desta forma não teria o mesmo sentido lírico, então decidi me aventurar a escrever em inglês. Ao entregar meu poema ela disse que gostou muito e que ele era adorável.
           Gostei deste feriado porque as pessoas demonstram muito respeito pelos que morreram para defender a sua pátria. Estou amando viver o Canadá porque aprendo, cada vez mais, sobre as tradições deste país.

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Halloween


No dia 30 de outubro, estive na minha escola festejando o Halloween. Minha primeira fantasia foi uma espécie de espantalho, porém não usei-a porque seria uma noite muito fria. Então decidi me fantasiar de fantasma, pois só assim poderia vestir muitos agasalhos sob a fantasia.
Na minha escola, a atração principal foi a casa assombrada. Nela, nós tínhamos que andar em um corredor estreito onde pessoas escondidas atrás de cortinas puxavam seus braços e pernas e monstros apareciam repentinamente, alguns deles tentavam roubar os sapatos que usávamos. Gritei muito, mas no final foi muito legal.
          No dia 31, fui ao “doces ou travessuras” com minha amiga e seu irmão. Primeiro, eu levei uma capa de travesseiro para guardar os doces (como muitas pessoas fazem), porém eles me disseram que seria pouco, depois eu trouxe uma sacola retornável , ainda assim eles me disseram que não seria suficiente e me deram um saco de lixo. Ao final, eu enchi completamente a sacola de lixo com doces, salgadinhos e refrigerantes, e por mais incrível que pareça é que não coletamos doces da cidade toda.

          Semanas depois do Halloween ainda olhos para os doces e me questiono: será que eu vou comer isso tudo?

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Dois meses

          Este é o meu segundo mês aqui no Canadá.
          Cada dia aqui tem sido muito bom! venho interagindo mais com minha hostfamily, meus novos amigos e minha nova escola. É incrível perceber que estou adquirindo cada vez mais fluência no idioma, porque agora consigo entender o que se passa na televisão sem usar o recurso da legenda (que por incrível que pareça, me ajudou muito).
          Neste mês, mais especificamente no dia onze, participei de uma peça teatral na escola sobre o dia de ações de graças. Essa peça mostrava pessoas ricas que reclamavam do que tinham e queriam mais, e pessoas pobres que não tinham nada e apenas desejavam o que precisavam e, no final, finalizava-se com a frase “Neste dia de ações de graças lembre-se, nem todos são tão afortunados quanto você.” Dito por uma pessoa rica e uma pessoa pobre, respectivamente. Eu representei uma pessoa pobre e com frio que não tinha, ao menos, um cobertor pra se aquecer.

(nesta imagem não mostra, mas as pessoas pobres estão sem sapatos)
           Achei muito legal quando, ao final da peça, o meu professor de história canadense disse que amou minha apresentação, que ela foi cheia de expressão. Para encená-la tentei me imaginar andando com roupas de verão no meio da neve, talvez por isso encenei (de acordo com o meu professor) tão bem.
          Agora estou me preparando para o Halloween, estou contando os minutos para o “doces ou travessuras”.

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Um mês

          Mal posso acreditar que o tempo tem passado tão rápido!
         Recapitulando: dia 22 de Setembro fez trinta dias que saí do Brasil; dia 23, trinta dias aqui no Canadá; e dia 24 fez um mês que cheguei a Newfoundland.
          Estou amando este lugar, minha hostfamily, meus vizinhos e a minha nova escola. Estou me sentindo muito bem acolhida e familiarizada, mas confesso que nos primeiros dias não foi tão fácil me acostumar.
          Além de falar muito rápido, as pessoas aqui falam de uma forma particularmente regional, isso me confundiu muito. Um exemplo claro disso ocorreu quando cheguei: fomos para a casa de um parente da minha hostfamily para o “dinner” (logo pensei: jantar), achei estranho um jantar por volta das duas horas da tarde. Horas depois, quando chegamos em casa, minha hostmom perguntou se eu queria comer algo e eu disse que não e pouco tempo depois fui dormir. No outro dia pela manhã ela me explicou que aqui "dinner" significa almoço e o jantar aqui é chamado "supper". Observação, naquela noite eu não passei fome porque eu comi o suficiente (até demais, eu acho) no almoço.
          Dentro de uma semana, passei a entender bem a minha hostfamily; porém no meu primeiro dia de aula senti muitas dificuldades, a princípio estava tudo bem quando fui apresentada pela diretora aos outros alunos, mas quando tive minhas aulas entendi pouco do que os professores disseram, me senti confusa na hora do lanche e almoço porque não tinha certeza do que os alunos na mesa estavam falando e me senti perdida na hora de me direcionar para as salas de aula, porém, para minha sorte, alguns alunos me ajudaram muito.
       Durante este mês eu pude perceber que já enfrentei e ainda tenho muitos obstáculos a enfrentar; alguns destes obstáculos são: a saudade (acho que este é o principal), confusões ao falar, acidentalmente eu misturo os idiomas (principalmente após falar ao telefone com minha família), já cheguei a falar “eu know” e "I sei" e ao compreender/ouvir, por exemplo: certa vez minha hostmom disse “We’re going to Tim Hortons.” (Estamos indo ao Tim Hortons.) eu disse “Where? Two horses?!” (Onde? Dois Cavalos?!).
           Sim, eu tenho obstáculos, porém, se eu os enfrentar, sei que os ultrapassarei, pois sou a única intercambista do Brasil nesta escola e nesta cidade (isto ajuda a ser fluente) e não acesso redes sociais diariamente (tiro mais aproveito da minha vida real caminhando pela cidade, estudando o conteúdo escolar, conversando com minha hostfamily e meus novos amigos).
          Foram muitas experiências para tão pouco tempo. Ao olhar para trás, mal posso acreditar que já se passou um mês.

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Primeiro dia na escola

          Dia 4 de Setembro foi o meu primeiro dia de aula.
          Aqui no Canadá as aulas começam as 8:30 e terminam as 14:45, pra quem está acostumado a estudar em uma escola integral (das 7:30 até as 17 horas) é pouco tempo.
          Meu meio de transporte até a escola é um ônibus escolar (aquele ônibus amarelo como os dos filmes). Vocês podem ver um pouco sobre isso neste vídeo: http://www.youtube.com/watch?v=riH8krWDVA4
          Ao chegar na escola, fui muito bem recepcionada pelos professores e pelos alunos, eles me perguntaram quem era minha hostfamily, por quanto tempo eu ficarei aqui, se eu estava gostando da cidade. Enfim, foram muito amigáveis!
          Nas primeiras aulas, os professores falavam muito rápido, porém quando percebiam que eu estava lá passaram a falar um pouco mais devagar. Mas já estou me acostumando com esse jeito de falar. Quem sabe dentro de um mês eu fale tão rápido quanto eles?!

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So far away

       

          Longe de casa há mais de uma semana: assim estou. Sinto muitas saudades da minha família, meus amigos, minha escola no Brasil, mas tenho que suportar, pois sei que o caminho é longo.
          Eu me acostumei com a rotina da minha hostfamily, conheci pessoas, já fui à escola, enfim...estou me familiarizando.
          Estou amando morar aqui e espero estar cada vez mais enturmada com tudo e com todos durante as próximas semanas.

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Having fun

          Estou me divertindo muito aqui no Canadá! Desde que eu cheguei tudo tem sido ótimo.
         Desde o dia 25 eu tenho me divertido com minha hostfamily: andei de moto com eles, fui a praia, comi blueberries na floresta (que frutinha deliciosa!), fiz alguns amigos e acampei.
         Minha hostfamily tem um trailer perto de casa, então, toda noite nós fazemos uma fogueira e comemos marshmallows com bolachas ou churrasco. É realmente incrível!
      Estou aprendendo Newfinese (língua regional), é muito engraçado, cada dia aprendo uma nova palavra ou expressão. Aqui o almoço eles chamam "dinner" (traduzindo: jantar); eu realmente fiquei confusa, mas eles logo me explicaram; e o jantar eles chamam de "supper", também aprendi uma expressão muito usada "yes b'y" ("sim garoto" traduzido literalmente, antônimo de "no b'y") equivale ao nosso "oxe/oxente/eita".
          Aqui é um lugar muito agradável para se morar! Agora, eu aguardo ansiosamente pelas aulas.

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A partida...


          Quando eu saí de casa, estava com o coração na mão. Estava entristecida pensando que durante meses não viria minha família, minha igreja, minha escola, meus amigos, meus professores, mas, ao mesmo tempo, feliz porque conheceria o país que sempre quis conhecer.
          Chegando ao aeroporto, estava tensa, porém ao ver meus amigos, parentes e professor consegui me animar.

Meus queridos amigos.
          Meu voo foi dia 23 de agosto pela manhã, por volta das 11 horas já estava no avião com destino a São Paulo. Minha escala foi a seguinte: Recife - São Paulo, São Paulo - Toronto e por fim Toronto - St. Johns.
          Quando chegamos em Toronto, dia 24 de agosto, fizemos um tour pela cidade. Eu saí de Toronto às 22 horas, cinco horas depois eu chego (exausta) em St. Johns.
          Fui muito bem recepcionada pela hostfamily. Eles me levaram para a casa de uma de suas filhas, pois moram a duas horas de St. Johns. Chegando a nossa cidade, almoçamos na casa do meu hostuncle um delicioso churrasco. Após fomos para a casa.
          A casa onde estou é muito confortável e tem uma linda paisagem. Estou amando este lugar!

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Muito obrigada!

          Antes de tudo, vou agradecer a algumas pessoas que me ajudaram muito.
   Agradeço a:
   Deus: Por tudo.
   Meus pais: Por terem me dado  permissão e terem me auxiliado desde o início do intercâmbio.
   Coordenação do PGM: Por serem muito legais conosco e nos ajudar em tudo.
   Alan Costa Damásio (amigo): Por me incentivar e me encorajar, muito antes de tudo isso acontecer.
   Lívia de Lima (professora): Por estar me ajudando desde que descobri que eu havia passado para fazer o intercâmbio.
   Elãine Tereza (professora de Inglês): Por tem me ensinado muito do que eu sei agora.
   Bruno Crisanto (professor do curso): Por ser um ótimo professor e ter me ajudado muito durante o período que nos ensinou inglês.
   Elaine Barbosa (professora do curso): Por ter me aceitado como sua aluna e ter contribuído muito com a minha aprendizagem.
   Valmir (professor do curso): Por ter me ajudado (mesmo que por pouco tempo) a falar Inglês.
   Myllenna e Tatiane (ex-intercambistas da minha escola): Que me deram dicas ótimas sobre o intercâmbio.
   Ingrid Arruda (angel): Por ter se disponibilizado a falar Inglês comigo.
   Viviele Pereira (intercambista): Me ajudou muito desde o início, mesmo sem nos conhecermos muito bem.
   Izabella Santiago (nem tenho palavras para descrevê-la): Por estar presente me ajudando, desde que soube da minha viagem e pela reforma neste blog, ficou muito legal.
   Aldenio Alves (meu tio): Que se desdobrou para me ajudar.
   Meus amigos: Porque estão presente comigo, mesmo que eu esteja a quilômetros de distância.
   Minha hostfamily: Que abriu as portas de sua casa para uma pessoa que eles nuca viram antes.
          MUITO OBRIGADA!

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Indo embora (tão rápido)


          Recebi hoje uma notícia incrível que me deixou feliz e preocupada ao mesmo tempo. Estarei indo embora nesta sexta-feira, dia 23 de agosto (tão rápido!).
          Eu estava na escola em plena hora do lanche, quando resolvi abrir o Facebook para ver alguma notícia sobre os dias dos embarques. Ao ver que eu já estaria indo embora, comecei a me despedir dos meus amigos que estavam mais próximos, depois desci as escadas da escola para procurar os demais para dar a notícia, contei para Myllenna e Tatiane (ex-intrcambistas que foram à Nova Zelândia e Austrália, respectivamente) que estavam no refeitório, estas me deram muitas dicas de intercambistas. Alguns segundos depois aparece Izabella (minha melhor amiga, também ex-intercambista que foi à Espanha) me dando um abraço e ficou aos prantos quando eu contei que já estaria into nesta sexta-feira. Segurei ao máximo as minhas lágrimas, pois sabia que se chorasse não pararia mais.
         Depois, falei com alguns professores e com a diretora. Todos ficaram muito felizes com a notícia e também muito surpresos com a data tão próxima (mas também, quem não ficaria?!).
          Agora o próximo passo é organizar as malas.

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Newfoundland, here I go!


          Ontem, 19 de agosto, recebi a carta da minha coordenadora do Canadá dizendo que eu irei para Newfoundland. Eu estudarei na Fatima Academy, lá existe grande variedade de atividades extra-curriculares, incluindo: esportes, teatro e música.
         Porém, duas coisas me impressionaram, estas são sobre minha hostfamily e minha futura escola. Nesta carta (que está escrita totalmente em inglês) existe uma palavra que se repete, ela é "FIRST" (que significa "primeiro" em inglês). Eu serei a primeira estudante internacional a ser hospedada por aquela família e também serei a primeira estudante brasileira a estudar naquela escola. Creio que isto é uma grande responsabilidade e uma honra para mim. Representarei da melhor forma o meu país!
         Ao ler o nome Newfoundland (Nova terra encontrada, com a tradução literal) posso até escrever uma saga "Uma desbravadora: desbravando uma terra nova", talvez, quem sabe?!

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Anjos e pupilos

          Quando se está em um intercâmbio (principalmente se este for o seu primeiro) tudo é novidade. Você conhecerá um outro país, uma outra cultura, um outro idioma, outras pessoas... enfim, muitas diferenças.

           Para tentar evitar o choque cultural, eu pesquisei bastante sobre o Canadá pela internet, mas, mesmo assim, não achava que isto era suficiente. Porém, me contaram algo muito interessante na reunião pré-embarque que os ex-intercambistas (os anjos, como os chamamos) que já estiveram no país que você irá (neste caso, o Canadá) poderiam nos ajudar (os pupilos, como somos chamados). Resolvi pedir ajuda e uma garota chamada Ingrid Arruda se prontificou a me ajudar.
           Ela é realmente um anjo: tudo que eu pergunto sobre o país, as pessoas, a escola ela responde cordialmente. Com ela, aprendi várias expressões (abreviações e gírias) do idioma, descobri coisas interessantes, eu até contei minhas ansiedades e meus "medos de pré-intercambista". Sempre conversamos em inglês, assim eu adquiro mais habilidade. Não nos conhecemos pessoalmente, nos falamos apenas via Facebook.
           Esta é uma experiência incrível que eu recomendo.

Postagem dedicada para a ex-intercambista Ingrid Arruda.

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